quarta-feira, 29 de abril de 2009

Quem diz na matemática...

... diz, infelizmente, no resto das disciplinas...

Para quem não está bem por dentro da escola nos dias de hoje eu garanto-vos que já chegámos a este estado...

1. Ensino da matemática em 1950:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou 80,00.
Demonstra qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )20,00 ( )40,00 ( )60,00 ( )80,00 ( )100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é 80,00. O lucro é de 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2008:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por 100,00.
O custo de produção é 80,00.
Se você souber ler coloque um X no 20,00.
( )20,00 ( )40,00 ( )60,00 ( )80,00 ( )100,00


Não se adiantam hipóteses para datas a partir de 2008. Sabem lá os miúdos sequer o que é um cortador de lenha quanto mais o resto.
Há uns tempos eu queixava-me a um colega de matemática, com quem partilho as turmas de 7º ano, que passei uma aula a tentar que os miúdos traçassem geometricamente a divisão da circunferência em 3, 4, 6 e 8 partes e eles não sabiam sequer pegar no compasso, na régua, fazer uma linha direita, um traçado diferenciado ou, chamar 'as coisas' pelo nome. Palavras como circunferência (bolas), raio (bocados), diâmetro (riscas), tangentes (a cena encostada), secantes (a pelo meio), hexágono (o coiso de 6) são-lhes completamente desconhecidas. Então quando peço para diferenciarem círculos de semi-círculos, de sectores circulares, segmentos circulares, zona circulares ou coroas circulares parece que falo chinês ou que acabei de chegar de outro planeta. Ele aconselhou-me a não exasperar... é que quando ele devia ter começado as equações perdeu uma aula de 90 minutos com a tabuada do 3.
Há excepções, felizmente. Cada vez menos, infelizmente.

Para quem tiver paciência eu aconselho vivamente a leitura desta crónica do escritor João Aguiar, publicada na revista Super Interessante. Muito real. Infelizmente.

Smile


É que, na profissão que tenho e nos dias que correm, parece-me que os que ainda sorriem são os únicos que conservam alguma sanidade mental. Ou não, ou não...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Sabias que já só há 1600 Pandas no Mundo?

Eu não calculava que fossem tão poucos...
A WWF continua a fazer campanhas de alerta para a tomada de consciência da extinção dos Pandas. Segundo este organismo uma espécie em cada mil desaparece todos os anos e desta, já só existem 1600 animais vivos. Tão pouco que resolveram realizar 1600 mini cópias destes simpáticos ursos, em papel maché e outros materiais reciclados e expô-los em lugares visíveis de modo a que as pessoas se apercebam que é mais uma espécie que "se está a ir" graças à fantástica intervenção humana.
Depois de Paris (Out 2008) e de Bourdeaux (Set 2008) é agora Lyon que os recebe (dans la Place de Terreaux, je crois...)




O Fabrico Manual dos 1600 Pandas:

1600 pandas à Paris
by WWF_France

domingo, 19 de abril de 2009

Bolo de Laranja na MFP

Hoje continuava-me a apetecer calor e cor-de-laranja. Depois do almoço levei os miúdos a apanhar sol no Seixal mas não chegou. Voltámos para casa e enfiámos um Bolo de Laranja na Máquina de Fazer Pão... O chato agora é ter de esperar uma hora e 40 até estar pronto!
Andámos à procura de receitas por aqui porque, regra geral, os nossos pães na MFP ficam sempre enormes, lindos e gostosos e os bolos (pelo menos os que experimentámos até hoje) ficam sempre uma desgraça. Se este ficar alguma coisa que se apresente, depois pomos cá uma fotografia.

Enfiam-se os seguintes ingredientes na MFP por esta ordem:
* 4 ovos (previamente batidos com um garfo)
* 200 g de Margarina (previamente amolecida)
* 1 pitada de Sal
* 150 g de Açúcar
* 250 g de Farinha
* 1 colher de sobremesa de Fermento em Pó (usámos o fermento do pão)
* Raspa de Laranja a gosto
Escolher o programa Bolos. Quando terminar de cozer deve-se desenformar o bolo e deixar arrefecer. Pode fazer-se uma calda com o sumo da laranja e uma colherada de açúcar (aquecidos para incorporar melhor). Deitar a calda por cima do bolo e no depois de frio polvilhar com açúcar em pó.
Será que ficaremos laranja que chegue?

Update:

Não ficou nada de jeito. O sabor não era mau e regado com o sumo de uma laranja ficou ainda melhor (tanto que quando me lembrei de o fotografar já ia a meio) mas, cá em casa, estamos habituados a bolos (e a pães) com o dobro da altura. De facto não nos compensa fazer bolos na MFP. O tempo de espera é grande para um resultado tão pequeno. Foi mesmo só pela preguiça de ir sujar duas taças, ir buscar a batedeira e untar a forma. Só mesmo com os folares é que nos temos saído bem.

Não digo que não se repita esta (ou que experimente outra) receita na MFP mas soube-nos a pouco. O tamanho fez-nos quase lembrar aqueles bolos de compra, embalados, que se vendem por aí e, para esses, nós olhamos com uns olhos muito duvidosos...

sábado, 18 de abril de 2009

Hoje apetecia-me o Verão...

Apetecia-me sol.
Apetecia-me calor.
Apetecia-me cores.
Apetecia-me quente.
Apetecia-me uma brisa morna na cara.
Apetecia-me andar descalça na areia quente da praia.

Na ausência das anteriores... fiz caril de frango e manga para o almoço com arroz basmati.
Tem tudo a ver! lol
Os miúdos adoraram e pediram mais.
Eu sou fã destes 'sabores' e eles adoram estas experiências. Amanhã será a vez de Caril de Lulas.
Acho que nos vamos mudar para a Índia.
:)

Projectos e brincadeiras, brincadeiras e projectos...

Em miúda havia uns quantos jogos que eu simplesmente adorava.
Na primária lembro-me de saltar à Macaca, ao Eixo, de brincar à Linda Falua, ao Macaquinho do Chinês, ao Lencinho da Botica. Ainda me lembro das cantiguinhas que entoávamos nestes três últimos!
Lembro-me daqueles jogos duas-a-duas com palmas e toques de mãos (sem ser o da Sardinha) e lembro-me de Saltar à corda.
O quanto eu saltei à corda! Lembro-me até de, já no 4º ano, atarmos duas longas cordas, ao fim da tarde, no final das aulas e fazermos longas maratonas de uns dez ou mais miúdos a saltar (rapazes e raparigas). Ou até de jogarmos com duas cordas a girar em direcções contrárias!

No 4º ano já eramos meninos grandes e lembro-me de jogar à Barra do Lenço. Quando havia "Fogo!" era uma bela barbúrdia.

Também me lembro de jogar ao Mata e ao Elástico. Este dois duraram mais tempo e 'entraram' pelo 2º ciclo adentro enquanto os rapazes, cuja companhia nos era perfeitamente dispensável, 'perdiam' o seu tempo a jogar futebol ou a engalfinharem-se no Jogo ao Alho...
O elástico foi um entre tantos dos jogos que desapareceram nos dias de hoje. É um dos que tenho tentato 'reavivar'. No ano passado, a minha M. já era grandinha suficiente para conseguir coordenar os saltos, as pisadelas e as enroladelas e eu arranjei um elástico! O que a Senhora da Retrosaria se riu quando lhe expliquei para que queria um elástico preto tão comprido! Também ela, ainda mais velha que eu, se lembrava desse jogo. Começávamos no tornozelo e íamos subindo: atrás dos joelhos, debaixo do rabo, na cintura, debaixo dos braços, pescoço e braços esticados, 'lá em cima'. Primeiro com uma só perna, depois com duas. Pernas fechadas, pernas abertas... Chegar ao topo exigia muita ginástica! E as horas que perdíamos naquilo!
Este ano vamos dar-lhe mais uso. Ela e a amiguinha com quem habitualmente nos juntamos já estão maiorzinhas e, quando não há companhia recorre-se, tal como eu já fazia, às pernas de uma cadeira.

Como tenho um irmão rapaz eu também jogava a outros dois jogos que lhes estavam mais ou menos reservados. Com ele jogava ao Berlinde, com 3 covas (onde quer que houvesse terra ou areia) e fazíamos pistas na praia, com rampas e curvas, para jogarmos à Carica.
Na praia também não dispensávamos o Jogo do Prego. Alguém se lembra deste? (também havia quem lhe chamasse o Mundo ou a Conquista do Mundo, não me lembro bem)
O meu pai arranjava-nos um Sr. Prego! Um cavilhão com, à vontade, uns 20cm de altura, e nós desenhávamos um círcula na areia e lá fazíamos uns malabarismos especiais de modo a que o prego desse umas certas voltas mas que caísse sempre com a ponta enterrada... Íamos juntando os pontos e conquistávamos terreno. Esse e as Bolas eram os jogos da praia e dos picnics no campo.

Lembrei-me disto tudo agora porque há um fim de semana atrás, em casa de uns amigos, depois de desembrulhar uma prenda que tinha um cordel, passei o serão a jogar ao Pé de Galo, enrolando nas mãos, fazendo figuras e passando de uns para os outros até conseguirmos chegar àquela figura em que ninguém sabe como prosseguir.

A conversar sobre estes jogos e brincadeiras (como estamos a ficar entradotes!) lembrei-me de um outro jogo mas não me lembro nem quando comecei a brincar a ele nem quando o larguei.
Nós chamavamos-lhe o Jogo dos Saquinhos mas era, na realidade a adaptação de um jogo tradicional (se calhar até de origem portuguesa) chamado o Jogo da 5 Pedrinhas.
Em vez de pedras nós jogávamos com uns saquinhos pequenitos, de pano. Umas almofadinhas quadradas ou rectangulares que tinham, no máximo uns 4 cm de lado e que nós enchíamos com arroz ou com areia da praia. Muitas vezes todas igualinhas, muitas vezes feitas com restos de tecido, todas diferentes umas das outras conforme a criatividade das nossas mães.

O jogo consistia em mandar ao ar os saquinhos e ficar com um em cima das costas da mão. Nova ida ao ar e o saquito ficava na conchinha da mão. Depois, de cada vez que atiramos aquele saquinho ao ar, temos de ir apanhando os outros. Primeiro um-a-um, depois dois-a-dois, depois um primeiro e três de seguida e depois todos. Após estas apanhadelas vinham as 'construções'. Esta secção já não fazia parte do jogo tradicional mas eu sempre joguei assim e não sei quem a inventou e quando. Começávamos por pôr a mão 'livre' apoiada em cima duma superfície, assim como se estivessemos a fingir que cortamos qualquer coisa com um machado. Àquela 'figura' chamávamos o muro. Toca novamente de passar os saquitos de um lado da mão para o outro, enquanto um dos sacos é jogado ao ar. Depois dois-a-dois, depois 3 e 1, depois todos. Podiam ir dando-se uns toques para os juntar, sempre mandando um ao ar. Não se podia era deixar cair esse.
A seguir ao muro, vinha a ponte (dedo indicador e polegar apoiados na superfície para fazer um arco) e toca de passar os saquitos lá por baixo.
Depois vinha a prateleira. Mão livre, com a palma virada para cima, encostada à barriga ou ao peito (que na altura não era nenhum) e toca de conseguir pôr os saquinhos 'cá em cima' enquanto o 5º ia ao ar.
Em matéria de construções, a minha memória fica-se por aqui... Quando perdíamos (não apanhando o saquito que 'ia ao ar') mudava-se de jogadora e voltava-se ao princípio.
O que dá falar nestas coisas é que os meus miúdos, curiosos como são, querem experimentar tudo e agora, além do jogar ao Pé de Galo com o M. tenho de fazer 5 saquinhos de pano para ensinar a M.
Já tenho os tecidos. Fiquei com uns restinhos que umas alunas deitaram fora (obrigada Joana! lol) depois de terem acabado um Módulo de Expressão Plástica em que usaram desperdícios. Agora tenho de deitar mãos ao trabalho. Os tecidos são muito engraçados por serem todos diferentes. Parecem tecidos para fazer camisas. Só espero que a máquina de costura ainda funcione. Arroz ou areia da praia para os encher também não escasseia por aqui por isso só falta mesmo deitar mãos ao trabalho!

Quando estiverem prontinhos eu mostro os resultados!
:)

Foto de Ferreira da Cunha (1901-1970), no Arquivo Fotográfico da C.M.L.


Agora imagine-se, com a febre de segurança que por aí vai, o que seria pormos os miúdos de hoje a brincar com pregos, cordéis que se enrolam à volta das mãos, elásticos ao pescoço e pedras!
Eu devo ser uma Mãe muito má!
Que pena! Tantas horas de divertimento que se perderam...

O destino é agora...

O T. voltou à escola. Depois da ausência imposta e que calhou encostada à interrupção lectiva da Páscoa, o T. voltou para de imediato imergir numa série de provas de recuperação consequência directa das faltas.
Fez a primeira comigo. Logo na 1ª semana de aulas. Todos os professores resolveram deixar para a 2ª semana de aulas mas eu achei que era prova junta a mais e tratei logo do assunto com ele.
No mesmo dia eu tinha 4 provas para aplicar na turma, tudo devido a faltas (é uma turma que me 'deu' 42 faltas a marcar ao longo do 2º período, em 22 aulas). Só fiz duas provas. Uma aluna faltou justificadamente e outra 'não lhe apeteceu' comparecer. Essa vai 'custar-me' uma reunião extra para a reter por faltar a uma Prova de Recuperação sem justificação. A ela vai custar-lhe uma retenção garantida mas com frequência obrigatória das aulas até ao final do ano porque está dentro da escolaridade obrigatória. Coisa agradável... ter de comparecer a mais dois meses e meio de aulas sabendo de antemão que não vai passar de ano. Decisões inteligentes...
O T. não, ele veio e ficou Aprovado. Fiquei contente. Gosto deste miúdo.
O ano está mais que comprometido para ele. Com 10 negativas não vai a lado nenhum mas temos uma combinação os dois. Ele veste-se de preto mas eu sou a ovelha negra dele. Na minha aula, ele trabalha e é provável que até tenha positiva do 3º período. Deve ser a única mas é um objectivo para este ano. Pode ser que ele ganhe alguma motivação que ajude o ano que vem a ser melhor.
Ele tem ainda uma série de provas para realizar nas outras disciplinas. Espero que compareça a todas já que, mesmo que não seja aprovado a alguma, isso vai evitar-lhe um destino ainda mais marginal do que o que sobrevive todos os dias (e a nós, relatórios para a CPCJ)

3º Período

Começou na 3ª e terá durações várias!
Para o meu 11º Profissional as aulas acabarão no fim de Maio pois elas terão já a primeira parte de um estágio de 420 horas. Cada uma será integrada numa instituição e eu acompanharei só 5.
É o que mais me custa. O serem tão poucas.
São 'as minhas meninas' e não posso ter todas debaixo d' olho. Acho que vou passar o período de 1 de Junho a 15 de Julho no messenger numas conversas sobre os respectivos Relatórios de Desempenho da Formação em Contexto de Trabalho porque só vou estar mais perto de apenas 5 e quero que TODAS tenham boas notas.
O Profissional é 'dado' por horas e não por datas como o resto do ensino básico e secundário. Como ao 10º cabem-me dar 157 horas terei essas outras 20 alunas até meio de Junho.
Os 5ºs e 7ºs anos, esses ficarão comigo até dia 19 de Junho, dia oficial do encerramento das actividades lectivas nacionais.
Depois virão as reuniões de 2º e 3º ciclos e os exames nacionais. Entre 15 e 30 de Julho farei as reuniões finais dos estágios com as pessoas que acompanharam as 'minhas' 5 alunas dentro das instituições, as avaliações dos relatórios e portfolios delas e, por fim, as reuniões do profissional de 11º onde terei de 'defender' a nota de estágio que eu propuser ao Conselho de Turma.
Dia 31 de Julho entrarei de férias. Finalmente...
Que pena este ano o 15 de Agosto 'calhar' a um sábado e 'perdermos' esse dia extra de férias...
Está quase feito, o 3º período!
:P

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!

41 segundos!
41 segundos foi o que me atrasei ontem a entregar o Irs!
41 segundos que me vão fazer pagar uma multa de quê? (nem sei) 25 euros?!
Com as reuniões na escola e a semana da Páscoa a tratar da casa e das aulas para o 3º período lembrei-me lá eu que tinha o prazo de entrega do IRS a terminar!
Ontem de manhã, a caminho da escola ligo o rádio do carro para receber esta linda notícia: Tcharam! Era o último dia...
Dia feito, miúdos na cama, cozinha arrumada, papéis organizados por montinhos e lá pego eu no computador para tratar daquilo.
Uma corrida contra o tempo!
Tudo correu bem na folha inicial, a da identificação e no anexo A. Os nossos dados, rendimentos, despesas de educação, de saúde. Tudo certinho. Passamos ao anexo H...
Começa a confusão... Sabia lá eu o NIPC* do Banco onde tenho o empréstimo da casa!
Sabia lá eu o NIPC da companhia de seguros onde tenho o seguro do carro!
O NIPC do Cofre de Previdência dos funcionários Agregados ao Estado?!
O NIPC da ADSE?!
SABIA LÁ EU SEQUER QUE A ADSE TINHA NIPC!
Isto agora é cultura geral, é?! Caça aos números de tamanho 2 que aparecem nos extractos?
E depois destes nipeces todos ainda me obrigam a voltar atrás; à secção da habitação para identificar freguesia, Tipo, Artigo, Fracção e sei lá que mais! Mas desde quando é que deixámos de falar português nas Finanças?!
E desde quando é que preencher os impressos do IRS passou a ser um jogo de perguntas armadilhadas?!
Acho que perdi mais tempo à procura destas informações secundárias do que a preencher efectivamente a parte que me dizia respeito!
Corri contra o tempo e perdi...
A minha declaração lá entrou, finalmente, transpirada de tanto número e pesquisa intensiva; às 0 horas, 0 minutos e 41 segundos... Dia 16, portanto.
MULTA!
*NIPC-Número de Identificação (Fiscal) de Pessoa Colectiva

Visitas que não se vão...


Descobri há uns três dias que tenho uma lesma a viver na cozinha... Que noooooooooooooojo!
"Alguém" deixou a porta das traseiras semi-aberta e eis senão quando, uma bela manhã, dou com um mini rasto brilhante por cima dum tapete, em direcção à parte de trás do frigorífico.
É o drama, o horror, a tragédia! (exclamo eu qual Albarran no programa Imagens Reais).
Estou danada porque passei precisamente a semana da Páscoa a fazer limpezas grandes na cozinha. Foi para quê? Para receber este visitante indesejado?! Arrrrrrrrrg!
Na impossibilidade de arredar 3 máquinas seguidas (a da loiça, da roupa e o frigorífico) ando na esperança de surpreender este 'querido' molusco nas suas aventuras nocturnas (eles só saem de noite) mas não tenho tido muita sorte. e a minha casa agora até parece um sítio com gadjets esquisitos! lol
Anteontem deixei um prato com cascas de maçã no chão, encostado ao frigorífico a ver se, de manhã, ela estaria colada a elas. Não tem nariz, esta lesma, não?!
Hoje acho que vou deixar dois 'cubos' de abóbora fresquinha a ver se ela tem preferência por legumes... Se não funcionar vou mesmo ter de pôr o despertador para as 3, 4 ou 5 da manhã e vir acender a luz da cozinha de repente na esperança de a conseguir surpreender!
Só dou graças por a parede do frigorífico ficar longe dos armários da loiça ou já me estava a fazer uma de duas coisas... ou a lavar a loiça toda, todos os dias ou a fazer 'um carreirinho' de sal à volta dos armários...
Pensando bem acho é que vou comprar um lagarto. Ou isso ou virar a vassoura de pernas para o ar. Acho que era isso que a minha bisavó fazia quando queria que alguém se fosse embora...
HELP!

As lesmas são moluscos considerados parecidos, externamente, com os caracóis e caramujos, mas não possuem a concha típica desses últimos. São encontradas principalmente em épocas chuvosas tornando-se, às vezes, verdadeiras pragas, atacando hortas, jardins, plantações, etc. As grandes lesmas têm um pequeno número de animais de terrários, aquários, etc., que as consomem, por exemplo, algumas cobras terrestres e algumas grandes tartarugas. As lesmas pequenas como a Agriolimax agrestis, por exemplo, são apreciadas por um grande número de animais como rãs, sapos, tartarugas, salamandras e pequenos lagartos, além de até mesmo certos vermes de movimentos lentos. Essas lesmas pequenas podem ser encontradas em grande quantidade em pequenos lagos, tanques, açudes, valetas, etc., principalmente em períodos chuvosos. Sua coleta deve ser feita, de preferência, à noite.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Abril, águas mil...


... ó saxafôr aí em cima.
Feche-me lá as torneiras que isto aqui é uma casa grande e eu tenho resmas de roupa para secar ao sol!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

As Mulheres na História da Arte



Gosto muito deste vídeo.
Há passagens de uns quadros para os outros que são fantásticas. Dá-me vontade de andar a 'fazer pausas', isolar e identificar cada um...
Vale a pena perder estes dois minutos e 48 segundos para o ver todo.
:)

sábado, 11 de abril de 2009

Tem dias...

... em que a minha casa não tem fimmmmmmmmmmm.
E o pior mesmo é que parece que nunca está suficientemente limpa e arrumada...
[suspiro].
Tem dias em que me apetecia mudar para uma casa nova só com 'um de tudo'.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

À procura do folar perfeito...

As Páscoas pedem folares...
E eu que adoro bolos fintos! Assim tipo o bolo rei mas sem as frutas, estão a ver a ideia?
A receita que tenho de folar não é uma, são duas. Uma é uma receita tradicional dum folar delicioso que se faz na Roda de Cardigos, do concelho de Mação e a outra, bem a outra é uma espécie de Panetone que nós fazemos no Natal (e do qual eu já falei em 2006) e que é de comer e chorar por mais.

Bem, esta Páscoa eu queria uma receita mais fácil de fazer, uma que, sobretudo, não levasse tanto tempo a levedar. Procurei, procurei e dei com uma no blog Pão, Bolos e Cia. que me encheu o olho. Especialmente porque se batia e leveda na Máquina de Fazer Pão, em apenas uma hora e 50 o que facilita imenso essa primeira parte.

Quando experimento uma receita nova tenho por hábito fazê-la exactamente 'como me mandam' para ver o resultado e só nas vezes seguinte é que introduzo alterações. No entanto, quando fiz esta pela primeira vez retirei logo a erva-doce à receita original com receio que os miúdos não lhe achassem muita piada. Também não a fiz com os típicos ovos em cima pois não acho graça e, cá em casa, somos muito pouco voltados para as proteínas animais (já chegava o ovo que 'ia lá dentro'). Também utilizei farinha Branca de Neve em vez da farinha T65 sem fermento que indicava a receita se bem que tenha acrescentado, na mesma, o fermento seco que a receita indicava.
Aconselho. Experimentei e gostei. Deu um folar grande de quase 1 kilo e 200. Os miúdos acharam pouco doce mas mesmo assim comeram-na toda entre lanches e pequenos-almoços.
Amanhã vou estar com os meus dois afilhados de baptismo e em vez de amêndoas vou levar-lhes um Folar como manda(va) a tradição. Achei que era uma ideia com piada, um folar feito pela madrinha em vez dumas quaisquer amêndoas-como-manda-a-praxe compradas à pressa num qualquer-hipermeracado-perto-de-si mas introduzi mais alterações.
Como não é cá para casa fiz a receita um pouco mais doce (acrescentei 50 gr de açúcar), pus dois ovos em vez de apenas 1 e adicionei raspa de limão. Ainda anda ali às voltas na MPF e já cheira bem. Depois logo vos digo como saiu. :)

Deixo-vos aqui a receita e a fotografia originais:



FOLAR DE PÁSCOA

INGREDIENTES
Para a massa:
250ml de leite morno
2 colheres (chá) de fermento biológico seco
1 ovo
110g de açúcar
570g de farinha T65
1 colher (café) de erva-doce em pó
1 colher (café) de canela em pó
100g de manteiga ou margarina amolecida
Para decorar:
ovos cozidos em casca de cebola1 ovo (para pincelar)
PREPARAÇÃO
1. Cozer os ovos em água com cascas castanhas e secas de cebola e sal. Escorrer e reservar.
2. Na cuba da MFP, juntar os ingredientes pela ordem mencionada. Seleccionar o programa "Massa" e deixar prosseguir até ao fim. A massa no início parece pegajosa, mas com o amassar irá ficar macia, elástica e desprende-se.
3. Retirar a massa e separar desta um pedaço equivalente a uma tangerina, para a decoração.
4. Na pedra enfarinhada moldar uma bola com a massa do folar, enrolando os lados para baixo e para dentro, tornando a superfície lisa.
5. Enfarinhar um tabuleiro forrado com papel vegetal ou tapete de silicone e moldar o folar. Com a mão fazer no centro as covas para os ovos. Colocar os ovos fazendo pressão para que se enterrem. Dividir a massa, que foi separada para decoração, em número igual ao dos ovos usados e fazer rolinhos em cada porção. Dividir cada rolo a meio e fazer uma cruz em cima de cada ovo. Com o dedo empurrar as extremidades dos rolos, como se estivéssemos a fazer um furo na massa. Pincelar com o ovo batido e deixar descansar 15min. enquanto o forno aquece.
6. Levar ao forno pré-aquecido, a 180ºC durante 30-35min. Retirar e deixar arrefecer numa rede.

Boa Páscoa!

Mãããe!

Dá-me lá a tua receita!
Eu queria que as coisas fossem assim tão fáceis!



sexta-feira, 3 de abril de 2009

Ter amigos...


...é ter alguém que se lembra de nós quando vê um dos docinhos que nós gostamos num outro blog qualquer e que ainda por cima nos manda um mail com a receita dele.
Obrigada, A.. Vou experimentar (talvez sem o chocolate branco) embora saiba de antemão que não me saberá tão bem como os que são comidos na tua companhia (embora esses possam até ser 'pré-fabricados').
;)
Panna Cotta é um simples creme italiano, originalmente da região do Piemonte. A sua tradução quer dizer literalmente, "nata cozida". Hoje em dia já não será correcto utilizar este termo, porque a nata já não é cozida. Na base da receita original eram utilizados ovos, (que hoje em dia foram substituídos por gelatina) como agente espessante, dai a necessidade de efectuar a cozedura das natas com os ovos.Até meio do século passado, esta era uma receita praticamente desconhecida, apenas se tornando popular na segunda metade do século XX. Historicamente a Panna Cotta era comida simples ou adoçada com frutas ou avelãs. Hoje em dia pode ser servido com amoras silvestres, caramelo, calda de chocolate, Coulis de frutas, etc. Semelhantes versões deste prato também podem ser encontrados na Grécia e na França.

A Palhaçada

Em duas reuniões de Conselho de turma de avaliação de final de período assisti a uma das palhaças da minha carreira. [Ok, vão ter de me desculpar, eu este ano não tenho CEFs. Tinha-me esquecido que há coisas piores a acontecer nos CEFs].

Este período dei notas a Ciências! Podem crer, é isso mesmo! A Ciências! Eu e todo o Conselho de Turma vimo-nos, de repente, confrontados com esta situação surreal e pumba, toca de dar notas a Ciências!

Eu explico: A respectiva Professora titular reformou-se no final do 1º período. Esteve que tempos para ser substituída (será que foi requisitada com a brevidade que devia?). O colega que veio primeiro não aceitou o horário, e toca de levar outro tanto tempo para ser substituído até vir um segundo.

A colega que veio já não foi contratada através das Colocações Cíclicas pois estas já tinham acabado. É feita a divulgação da vaga por preencher e vem alguém para ser colocado no que chamamos um horário de 'Oferta de Escola'.

Os horários de 'oferta de escola' têm um contrato diferente. Os docentes que os aceitam têm um mês para o rescindir. Ou seja, não há 'amores à camisola', se aparecer qualquer coisa melhor, no espaço de um mês, muda-se e acabou. Ora a colega que foi colocada para dar Ciências (e seriam provavelmente apenas umas 8 horas de horário, o que não deveria chegar sequer a 500€ de ordenado) vinha de Coimbra. Conseguiu ambientar-se com as turmas em termpo record e chegou até a fazer um primeiro teste sumativo com a matéria que deu em 3 semanas. Mas (há sempre um mas), ainda não tinha completado um mês de trabalho e apareceu-lhe outro horário mais perto de casa. Adeus que se faz tarde e vou partir para mais junto dos meus...

Nesta altura pode saltar a velha guarda toda em cima: -ah e tal onde é que está o profissionalismo nos jovens de hoje e a responsabilidade perante os alunos que eu também lhes poderei perguntar: -ah e tal como é que uma pessoa, hoje em dia, vive com 500€ que estiquem para pagar a 'casa número um' e mais alojamento fora da zona de residência habitual, água, luz e gaz, alimentação, deslocações locais para o emprego e viagens de regresso a casa no fim-de-semana para ver a família...

Ponto da situação: Chegamos ao final do período. Temos alunos. Não temos professor. Temos uma nota no final do 1º período dada por um professor e temos uma nota dum teste feito no 2º período por outro professor.

Ponto número dois: Os alunos são obrigados, por lei, a ter dois momentos de avalição.

Ponto número três: Para prevenir a situação de que poderá nunca chegar a vir um novo professor (ou virem mais uns 4 ou 5 e rescindirem todos o contrato antes de passar um mês) há que dar notas porque os miúdos não podem, obviamente, ficar prejudicados por uma situação que os ultrapassa e se não tiverem professor até ao final do ano esta nota do 2º período será a que re-aparecerá também como nota do 3º.

Ponto número quatro: Quem é que tem competências científicas para dar notas a Ciências? Os professores de Ciências, diriam vocês e eu!

Não, engano nosso, afinal todos temos (os Conselho Pedagógicos servem mesmo para quê?) e então eu assisti a uma das situações mais ridículas de toda a minha carreira sem sequer ter ouvido um único aluno a debitar uma linha sobre o programa de Ciências:

-Um aluno que obteve um 3 no final do 1º período e teve,
digamos, 25% no tal teste feito no 2º.
Nota final do 2º período: 3

-Um aluno teve 2 no final do 1º período e teve,
digamos, 45% no tal teste.
Nota final do 2º período: 2.

Não interessa nada se o segundo estava em recuperação e se o primeiro desceu quase para nível 1! Ah e tal, como é que era? Os meninos não podem ficar prejudicados (?????)

E pergunto eu, então e que tal se reduzíssemos a escola ao primeiro período? Os alunos adorariam porque só se teriam de empenhar para dois testes por ano. O Ministério, com certeza adoraria porque pagaria muito menos ordenados... São as maravilhas das leis nos dias de hoje.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

No segundo período

No segundo período faltei um dia.
No segundo período fiz uma greve.
No segundo período tive 11 reuniões.
No segundo período dei 20 negativas.
No segundo período trabalhei 56 dias úteis.
No segundo período escrevi 278 sumários.
No segundo período avaliei e assinei 612 desenhos.
No segundo período marquei 640 faltas...

Quantos degraus terei subido e descido, no segundo período?

terça-feira, 31 de março de 2009

Gostei

Gostei mesmo das perguntas que o jornalista Mário Crespo faz no Jornal de Notícias.
Gostei sobretudo pela pertinência.
Estamos a entrar na bandalheira total. No país onde tudo vale. Tudo. Desde que seja feito pelas pessoas certas.
Como diz António Barreto a terminar um outro artigo ("A corrupção, sempre!"), no Jornal Público de 29 de Março:
"O que fazer? Só uma uma coisa se sabe: tudo começa na justiça. Mas saber isso, com a justiça que temos, é o mesmo que nada..."
Haverá mesmo duas justiças?
[suspiro]

domingo, 22 de março de 2009

A verdade sai da boca das crianças...

Uns quantos dias por semana, que eu tenho aulas até mais tarde, é o pai que vai buscar os pintinhos à escola. Enquanto ele aproveita para trabalhar os miúdos andam por ali também a fazer os TPCs. Quando não têm Trabalhos o pai 'inventa qualquer coisa' para eles fazerem, regra geral com base nos 'pontos fracos' deles.

Ora o M. gosta de ler, é fã de Matemática e super-fã de Estudo do Meio mas a produção de texto não é lá muito o jogo dele por isso, regra geral, é a tarefa que lhe calha na rifa. Ela é mais tabuladas e cópias-ditado. Por vezes, para aligeirar a árdua tarefa (duas horas para 5 linhas! lol) o pai deixa-o usar o computador da mãe (que, bem entendido, ainda não chegou a casa para poder protestar!!!!) para o deixar fazer as belas das composições. Um dia destes a arrumar uns documentos e umas pastas que andavam fora do sítio dou com o título "A Minha Mãe". Resolvi abrir e tive esta surpresa:

A minha mãe passa o dia a trabalhar pois tem uma ministra que lhe faz a vida em água. Por vezes também fala com as amigas no g-mail e namora com o meu pai. Adora a Pucca e ainda mais a nós. Às vezes nós (eu e a minha irmã) também lhe fazemos a cabeça em águas. Adora ler e dar passeios.


À excepção da afirmação da Pucca que não é uma adoração assim tão grande mas apenas uma preferência à invasão de Kittys a que estou sujeita na escola, o meu M. está perfeitamente a par dos meus gostos! lol Aguardo por mais supresas assim.


:)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Voltámos a ter visitas!

Ah, bendita Primavera que nos trouxe velhos amigos de volta.
Depois das aventuras do ano passado, os miúdos chegaram-me a casa felizes e contentes com 28 mini-minhocos e a promessa-ameaça que este ano não darão nenhum a ninguém!!!
E eu lá terei de passar a incluir as tais das folhitas na "lista de compras do supermercado"... Long live the silkworm!
:P

Isto vai bonito, parte II

Depois dos meus sonhos do fim-de-semana a minha imaginação continua em ritmo galopante.
Todos os dias, para ir trabalhar, atravesso as localidades de Coina, Vale de Zebro, Palhais e Santo André para, finalmente, chegar ao Barreiro.
A seguir a Coina, em Vale do Zebro, passo à frente da entrada da Escola de Fuzileiros.
Esta noite sonhei que ia a conduzir para o Barreiro, para o trabalho e que quando passei à porta dos Fuzileiros pensei: "Nunca mais vou dar aulas!". Parei e entrei para dar o meu nome. Vou fazer carreira militar! Acordei em pleno exame duma Engenharia qualquer...
Já Platão dizia: "Há três espécies de homens... Os vivos, os mortos e os que andam no mar"...
Se um dia destes não derem comigo, já sabem... fui chamada para a Marinha!
:P

Desabafos

O T. anda no 7º ano. Tem 12 anos. Acabado o 2º ciclo viu-se forçado a mudar de escola para um ambiente que não conhece, onde não conhece ninguém e ninguém o conhece a ele. O T. faz questão que assim continue a ser. Anda vestido de preto, correntes penduradas por todo o lado, cabelos louros mais compridos que os meus...
O seu passado é de violência. O T. foi espancado por um pai drogado e alcoólico. Viu a mãe ser repetidamente espancada (e inclusivamente violentada pelo marido enquanto grávida). Vive agora apenas com a mãe e a com a avó.
O T. odeia a escola. Como a maioria dos adolescente, não consegue perpectivar a longo prazo e não encontra sentido em nada daquilo. A sua motivação intrinseca é zero. A sua postura nas aulas (nas que se lembra de aparecer) é de alheamento total (isto quando não se lembra de fazer asneiras até que o ponham fora da sala).
Esta semana alguém (tanto ou ainda mais fresco que ele) apostou que ele não conseguiria dar um soco a ninguém que fosse mais alto e mais velho. O T. nem pensou duas vezes, daquele assunto percebe ele! Entrou na escola e o primeiro aluno mais velho que encontrou (calhou ser um do 10º ano) levou logo ali um soco na cara.
Bonito! Cara desfeita. Queixas apresentadas. Encarregados de Educação na escola. Suspensão para o T.
Eu pergunto: Quando voltar o que se seguirá? E que respostas damos nós a estas crianças?
É que o T. "só" precisa de mais atenção (possivelmente isso, a esta distância, já não chega mas seria um princípio).
Mas não. Não pode ser.
Um Psicólogo na escola para apoiar uma série de crianças na mesma situação que o T. custa dinheiro e o ministério prefere ‘fazer bonito’ a comprar quadros electrónicos (aos quais, depois, os miúdos não ligam nenhuma) do que investir no desenvolvimento pleno harmonioso das capacidades das crianças. Então não era esse o objectivo do Ensino?
Parece que não. Não pode ser...
Turmas reduzidas de modo a cada professor poder dar uma atenção mais individualizada a estas crianças também custa dinheiro. Menos alunos significaria mais turmas e mais turmas significaria ter de dar emprego a mais professores. Mais professores igual a mais custos.
Não pode ser...
O T. continuará integrado numa turma de 28 em que o professor com mais outras 5, 6, 7 ou 8 turmas mal se lembrará do nome dele quanto mais do backgroud de cada um
Apoio individual?
Não pode ser...
Professores com horas para dar apoios custam dinheiro e o Ministério resolveu reclassificar todas as crianças já diagnosticadas como portadoras de Necessidades Educativas Especiais (e dotá-las espontâneamente de qualidades e capacidades que elas não possuem de todo). Agora, apenas os alunos com deficiências profundas, beneficiam deste apoio. Sim, leram bem. É mesmo só de trissomias para cima. Autismos, síndromas de asperger, mutismos, afasias, discalculias, dislexias isso não conta nada! Estão todos integrados em turmas “normais” de 25-28 alunos. Amanhem-se! alunos e professores sem formação para lidar com estes casos específicos.

Expliquem-me lá como é que nós, Escola e Professores, podemos ajudar as crianças como o T. a integrarem-se, a perspectivar um futuro melhor que o seu passado (e até a ultrapassá-lo), a motivarem-se para aprender e até a sorrirem quando o Estado não quer saber delas para nada?
Ah, esperem, lembrei-me agora! Como família carênciada o T. tem direito a uma consulta de 30 minutos, uma vez por mês (ou será trimestral?), nos Serviços de Pedopsiquiatria do Hospital! Isso faz toda a diferença!!!
Digam-me, se faz favor! As crianças são o futuro do nosso país ou só algumas é que o podem ser?! E o que fazemos às outras? Exterminam-se para não darem problemas?
Estamos à espera de quê?! Que o T. e os outros como ele cresçam ainda mais e façam umas asneiras bem grandes para ‘espetarmos’ com eles numa qualquer instituição e assim deixarmos de os ver e esquecermo-nos que estes problemas existem?
Oh, Senhores mas ISSO PODE SER? Então isso NÃO CUSTA DINHEIRO?!
Desculpem-me. Hoje acordei irritada.
Editado para acrescentar: Com esta conversa anterior eu não quero dizer que acho a atitude ou o comportamento do T. desculpável. Eu só compreendo é o contexto e até me admiro como é que não aconteceu nada pior e mais cedo...

domingo, 15 de março de 2009

Isto vai bonito vai...

No sábado acordei às 5 da manhã a sonhar que já estava atrasada para ir para a escola... Voltar a pegar no sono foi um castigo.
No domingo acordei às 7 da manhã a sonhar que estava a ralhar com o Vitor do 5ºB porque ele não tinha, mais uma vez, trazido os lápis. Pedi-lhe a caderneta e tudo para escrever um recadinho ao respectivo Encarregado de Educação!
Acabei por me levantar às 8 para fazer umas provas de recuperação já que com as faltas que os miúdos dão parece que não faço mais nada este ano.
Agora digam-me lá como é que amanhã acordarei às 6 e 30 para ir trabalhar? A sonhar que estou a dormir?
Estou aqui estou de camisa branca a apertar atrás...

Claro que sim, Senhora Ministra!


In Jornal Público, 15 de Março de 2009



Oh, Senhora Ministra! Por quem sois?!
Eu até nem diria 12horas. Eu diria mesmo as 24 horas!
Melhor ainda, eu até acho que os pais poderiam vir trazer os filhos à escola no primeiro dia de aulas do primeiro ano e vir buscá-los no fim da faculdade, não acha?
Dá tanto trabalho educar, lavar, vestir, alimentar, abraçar, beijar, ralhar, mimar, limpar, encorajar, tratar, zangar, amar... Assim até conseguiríamos ter os pais tão felizes e descansados, não era?
Já agora... para quê mesmo é que se há-de ter os filhos?

quarta-feira, 11 de março de 2009

Era só o que nos faltava...


sábado, 7 de março de 2009

Beware Vegetarianos e Veganianos!

Na próxima vez que forem ao hipermercado e que vos apeteça abastecer de matéria prima para fazer uma saladita ou uma sopa de agriões, espinafres, canónigos ou afins...
E se vos der 'aquela' preguiça que vos faz dirigir ao corredor dos frescos arranjados, pré-lavados e embalados...
E que resolvam optar, sei lá, por exemplo pela marca Florette...
VEJAM BEM O QUE TRAZEM! Podem ter algum bónus...
Se 'aquilo verde' está lavado e arranjado, não sei não! Mas fresquinho estava!!!
Alguém esteve distraído no embalamento?! lolololol
;)

Arrrrgh!


Esta é 'aquela' semana em que NÃO posso abrir as janelas sob pena de o maravilhoso pólen amarelo me invadir a casa.
Não tinha saudades nenhumas dele. Bem, nem dele nem 'daqueles marmelos' que felizmente (será graças à instabilidade do tempo?!) se têm esquecido me vir vir atazanar as noites.
Shiu... não chamem por eles. ;)

quarta-feira, 4 de março de 2009

Reunião #28

Conselho de Turma Extraordinário para avaliação dos problemas disciplinares, balanço das Medidas Correctivas relativas à falta de assuiduidade e balanço do Projecto Curricular da Turma B do 5º ano.

É escusado deixar escrito e rescrito, acta após acta, que a escola tem de se adaptar ao facto de ter recebido pela primeira vez o 2º ciclo, de ter que começar a encarar os problemas disciplinares desde cedo e a tomar medidas. Escusado.

Já nem sei porque é que os professores se preocupam. Os miúdos já perceberam há muito que com este Conselho Directivo não lhe acontecerá nada, façam o que fizerem, mesmo...

4 de Março: 14:30-17:45
Total: 3 horas 15 m
Total acumulado: 61h 15m
(e ainda nem cheguei à avaliação do 2º período...)

Ideias...

Oh, 'saxafôr'!

Quero um computador cujas teclas tenham luz interna (assim como os telemóveis) pois não consigo trabalhar em condições, com o portátil, à noite na cama, sem a luz acesa...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Jambalaya!

Jamabalaia é uma das principais receitas da culinária Cajun, originária no sul dos Estados Unidos, mais propriamente em New Orleans. Foi criada por imigrantes franceses oriundos do Canadá, que migraram para o sul dos EUA em busca de temperaturas mais quentinhas. É este o prato que vou fazer hoje, para dar de jantar a 12 pessoas.
Jambalaya will be!
Soa bem, não soa?
Jaaaaaaambalaya!


PS-A foto não é minha. Depois, logo troco pela correcta... se tiver tempo... e me apetecer...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ressaca pós mini-férias...



HELP! Mas quem foi a bendita Alma que resolveu 'dar-me' dois 5ºs anos...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

18th & 19th Century Women Writers

O ano de 2008 foi muito fraco em quantidade de leituras por isso nada como começar 2009 por dar entrada num desafio para ver se aumento o ritmo.
A passear pelos blogs de 3 amigas que nunca deixo de visitar (A., A. e A.) resolvi-me a ingressar neste 18th and 19th Century Women Writers' Reading Challenge já que tenho alguns livros que podem entrar, uns que gostava de reler e outras boas sugestões que encontrei nos blogs delas 3.

This reading challenge will be for all of 2009.
How many books? No fewer than four. No more than twelve.
What books are allowed? If they're written by a woman who lived and wrote from 1700 to 1900, then they count. What books don't count...if an author was born during this time period, but didn't publish anything until the next century. Post-1900 books are NOT allowed. There is a small loophole here. If a book was written during these two centuries 1700-1900 and was not published until after the author's death...and that publication date just happened to be in the 1900s or 2000s...then that would count.

My initial reading list (from where i will choose about 5 or 6):
- Emma, Jane Austen (1815)

Descobertas...

Por trabalhar tanto com imagens (sobretudo na disciplina de Expressão Plástica do 3º ciclo) tenho, de vez em quando, surpresas destas a fazer pesquisas na net. Sim, é triste mas é verdade, qualquer professor sabe que se, nos dias de hoje, pedir aos miúdos para serem eles a trazer uma imagem, 90% não o faz (Era para hoje, stôra?!) ou ficam-se pela Monalisa (não devem conhecer mais quadro nenhum...) por isso mais vale logo andar com uma série delas atrás do que perder 90 minutos de aula.
Hoje voltou a acontecer. Tanto procurei que dei com esta pintora. Se bem que o ambiente seja meio fantástico e não seja muito a minha onda agradou-me bastante a utilização que a senhora faz das tintas de óleo. No universo mais fácil do abstraccionismo dos dias de hoje este domínio do material e da técnica começa a ser um pouco descurado. Talvez por isso eu ainda me deslumbre quando vejo alguém 'pintar à séria' mesmo que a temática me soe disparatada.

Apresento-vos algumas pinturas de: Colette Calascione, uma pintora americana, nascida em São Francisco, em 1971 e graduada pela The San Francisco Art Institute.






What are you giving up for Lent?

Hoje é Quarta-Feira de Cinzas e começa a Quaresma.
Estes 40 dias até à Páscoa baseiam-se no simbolismo do número quarenta na Bíblia que significa provação e, como tal, a Igreja Católica propõe que entremos num período de certa forma recatado, de abstinência, de meditação.
Cá em casa as escolhas já foram feitas e os miúdos é que as decidiram: às refeições só bebem água, a mãe vai deixar de fazer bolos ao fim-de-semana (só até à 6ª feira Santa, claro) e eles vão tentar não pedir guloseimas (sugos, gomas e pastilhas) quando formos às compras ou ao café.
A mãe vai ainda pôr o chocolate de lado e tentar beber menos cafés (se bem que este último seja mais uma necessidade que 'um vício')...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Curtas

Não gosto da Kate Winslet, pronto. Irrita-me um filme que parece feito só para mostrar o corpo da senhora. Acho que este foi o Oscar 2009 que mais me irritou. Nem o vestido dela escapou. Credo, aquilo parecia uma bala de canhão com 50 anos! O atelier YSL agora só veste velhas, é?! Quem é que lhe dava 33 anos naquela coisa cinzenta?!
Ah, o da actriz secundária também... A Penelope!? Santa Paciência!!! Qualquer uma das duas meninas do Doubt o merecia mais. Quer fosse a Amy freirinha santa Adams, que ontem tinha um colar Fred Leighton espantoso, quer fosse a Viola Davis pelos seus 11 curtos mas fantásticos minutos...

*suspiro* É sempre a mesma coisa...

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Perigo!

Não se aproximem...
Vou trabalhar que nem uma estúpida no sábado e na segunda para, na 3ª e na 4ª, ficar só a brincar com os meus pintinhos!!!

PS-Domingo, népias. Nada de trabalho. Domingo é dia do Senhor!

Being a mom...


Mas pronto. Há outras coisas que largamente ultrapassam este senão...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Pérolas

Por ocasião da comemoração dos 200 anos sobre o nascimento de Charles Darwin, o Departamento de Matemática e Ciências Experimentais realizou, no dia 12 de Fevereiro, uma série de actividades na escola. Não foi, por isso, muito difícil perceber onde o M. queria chegar quando me perguntou:
-Stôra, já foi ver a exposição do Darling?
-Já vou, querido, já vou...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Reunião #25, #26 e #27

Conselhos de Turma Intercalares para lançamento das notas das disciplinas semestrais (Educação Tecnológica, Expressão Dramática e Expressão Plástica), acerto das datas das provas relativas às medidas correctivas e balanço dos Projectos curriculares de Turma.

7ºA: 18 Fevereiro, 15h-17h
7ºB: 18 Fevereiro, 17h-19h - 4horas
7ºC: 19 Fevereiro, 16:30-18h - 1h30
Total: 5 horas 30 m
Total acumulado: 58h

Pequenino...

Em Portugal tudo se faz pequenino. Grande é que não... Não pode ser. Na falta de oferta ao menos o pequeno continua a vender-se...
Isto só para vos dizer que a minha saga em busca do "tabuleiro perfeito" continua.
Comecei por ter as famosas forminhas individuais... Convenhamos que deve ser coisa que só existe em Portugal porque não estou a ver mais povo nenhum com paciência para untar as mesmas 30 formas on and on.... A única vantagem que lhes consigo reconhecer é o facto de ocuparem menos espaço em termos de arrumação.
Há 'uns anos atrás' começámos a evoluir em termos de 'bateria de cozinha'. Passámos a ter hipermercados e lá apareceu um tabuleirito com uns míseros 12 espaços...
E eu que me lembro tão bem que quando era miúda, cada vez que o meu pai viajava em trabalho até Espanha vinha munido de tachos, frigideiras e acessórios esquisitos. Ele era o verdadeiro Jamie Oliver lá de casa, reconheço isso agora. [Bom, na verdade seria mais o Arguiñano de serviço visto as suas raízes serem essas e não as inglesas mas pronto...] Eu achava piada a isso. Enquanto as pessoas normais iam a Espanha e traziam caramelos, águas de colónia e atoalhados (também me lembro que havia essa moda lá mais para Elvas), o meu pai, quando chegava, abria a mala em cima da mesa da cozinha e eis que de lá saltava uma frigideira cor de laranja, um tacho encarnado por fora e preto por dentro ou outra coisa qualquer que eu nem sabia para que servia...
Mas voltando ao tabuleiro de míseros 12 espaços. Não sei quantos anos depois (mas serão pelo menos 12 que são os que vou fazer de casada), é ainda desses que eu tenho. E não é por procurar pouco! (deve é ser de viajar pouco!). Agora estou farta. Farta de ter um forno grande e só poder cozer tão poucos cupcakes e etcs de cada vez.
Ora faz favor de me dizerem, vocês que consultam os vários blogs culinários que por aqui andam, onde arranjar um tabuleiro DE JEITO! E nada de sugerirem a compra de outro igual ao que cá tenho.
Queria assim um grande. Assim tipo isto aqui em baixo. Americano, só pode...


-"Ambrósios", apetecia-vos algo?
-SIM, mãe, faz QUEIJADAS!!!
:P

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Exercício...

Devido à grande quantidade de horas que este ano passo na escola, não só por causa dos horários acrescidos a que a grande carga de trabalho relativo a 10 turmas me obriga mas igualmente por ter 26 horas lectivas e ainda o Clube do Jornal e o Clube de Fotografia, vi-me obrigada a 'largar o ginásio' que frequentava duas vezes por semana, das 19 às 20:30.

Se bem que tivesse custado bastante porque os 40 já me pesam e este momento de exercício me fazia falta (não só pelo exercício em si mas igualmente pela descontração que me proporcionava), o tempo reduzido com que fiquei para usufruir dos meus pintinhos facilmente me fez tomar esta decisão. A minha família e os meus filhos estarão sempre em primeiro lugar.

Ora acontece que a escola onde caí este ano tem ginásio. Uma escola com ginásio*!!!! Coisa muito rara nos dias que correm, digo-vos eu, onde as prioridades andam trocadas e até já há quem não saiba o que é um ginásio...
Tem um ginásio e é lindo!!! À séria! Com chão de madeira e tudo!!!
Ora acontece que as escolas com condições específicas (com ginásio?!) têm de oferecer 'no programa' duas modalidades alternativas (não sei se relacionado com o programa de Desporto Escolar ou se será mesmo curricular) e, devido às condições existentes, a minha 'oferece' hoquei e badminton.
Ora acontece que há 25 anos atrás eu jogava badminton com o meu pai, à séria, e adorava.
Ora acontece que o 'meu bicho acordou' e eu desafiei a coordenadora do meu departamento*1 para arranjarmos um 'momento' onde nos pudessemos mexer e descontrair e eis que 5 ou 6 (variavelmente e conforme a disponibilidade) nos começámos a juntar às 2ªs e 4ªs, às 13:30 (que é a única hora em que o ginásio está livre de miúdos) para 'dar tareia' uns nos outros. Não fazemos provas de admissão e aceitamos todos os que se queiram juntar a nós.
Nem vos posso dizer o bem que me sabe aquela horinha (que com o montar da rede e a risota não chega a uma hora) em que 'vale tudo menos falar de escola e dos miúdos'...
Só vos digo que jogar badminton é como andar de bicicleta. Não tarda estamos aí num qualquer campeonato nacional inter escolas!!!


* Lembrem-me para um dia destes vos mostrar uma fotografia...
*1 Não se assustem , é mesmo assim. Nas escolas o grupo de Expressões inclui os professores de Educação Física, os professores de Música e os professores do grupo das Artes. Devemos ser 'o resto', aquilo que 'eles' não sabiam o que haviam de fazer depois de agrupar as outras disciplinas todas e juntaram-nos todos...

Counter

  © Blogger template 'Personal Blog' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP