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sábado, 15 de maio de 2010

Diz o povo...


"Se estamos mesmo destinados a seguir o caminho dos gregos, então comecemos por envenenar o Sócrates."

domingo, 27 de setembro de 2009

Havia tanto para dizer...




terça-feira, 7 de julho de 2009

Avançar para onde?!




O ME veio hoje à boca cheia afirmar que foram colocados 30 mil candidatos nesta primeira fase dos concursos mas que ainda irá colocar mais 38 mil professores. Esqueceu-se foi de referir que esses 30 mil são maioritariamente professores efectivos que praticamente 'trocam de escola entre si'...

O que o ME também não diz é que dos cerca de 50 mil novos candidatos a vagas de quadro, só terão sido colocados cerca de 500, ou seja, cerca de 1%, ou seja, 99% dos professores que concorreram para ingressar em quadro não o conseguiram e 41% do total de docentes dos Quadros de Zona Pedagógica (que não são efectivos numa escola mas já eram afectados a uma zona) não obtiveram sequer colocação nos novos quadros criados (Quadros de Agrupamento).

O ME também se esqueceu de referir que essas futuras 38 mil colocações já não serão efectuadas em lugares de quadro mesmo que se venha provar que as vagas e as necessidades de colocação existem. Esses 38 mil, mesmo que necessários, continuarão a deambular pelo país fora nos próximos 4 anos sem poiso nem emprego certos.

Ficaram, portanto, por colocar milhares e milhares de professores QZP (que já eram efectivos numa zona Pedagógica e que agora não 'estão em lado nenhum') e de contratados que, tal como eu, são necessários mas que não conseguem ficar definitivamente em lado nenhum. Isto é mesmo só pra inglês ver ou para continuar a enganar os portugueses? Ah, já estamos em campanha!
Avançamos mesmo para onde?

terça-feira, 31 de março de 2009

Gostei

Gostei mesmo das perguntas que o jornalista Mário Crespo faz no Jornal de Notícias.
Gostei sobretudo pela pertinência.
Estamos a entrar na bandalheira total. No país onde tudo vale. Tudo. Desde que seja feito pelas pessoas certas.
Como diz António Barreto a terminar um outro artigo ("A corrupção, sempre!"), no Jornal Público de 29 de Março:
"O que fazer? Só uma uma coisa se sabe: tudo começa na justiça. Mas saber isso, com a justiça que temos, é o mesmo que nada..."
Haverá mesmo duas justiças?
[suspiro]

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Num mundo perfeito...

... eu não daria aulas a 5ºs anos pois as minhas habilitações são para leccionar as disciplinas do grupo das Artes ao 3º ciclo e Secundário. E, não, deixem-me que vos diga, que não é a mesma coisa.
Eu não escolhi fazer a profissionalização em 2º ciclo.
Eu não sei dar aulas a 5ºs anos.
Eu não gosto de dar aulas aos 5ºs anos...
Ao que parece, para a nossa querida ministra, basta nós termos assim uns vestígios de uma qualquer formação para servir para dar outra que seja ligeiramente similar.
Tu aí que sabes piscar os olhos... já podes ir dar aulas de biologia.
Tu aí que sabes dizer 'Hello'... podes ir dar aulas de inglês.
*suspiro*

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Hilariante!


É a nova anedota nacional. Só pode, mesmo!
O governo, o mesminho que "empurrou" os professores para a reforma antecipada (alguns com perca de vencimento na ordem dos 40%) espera agora que estes regressem às escolas como... voluntários?!
De acordo com o Projecto de Despacho do Sr. Sercretário de Estado da Educação, Valter Lemos pretende agora fazer regressar às escolas os professores aposentados, em regime de voluntariado.
Aparentemente, até poderia fazer algum sentido e era um gesto bonito... Alguns dos milhares de professores que se aposentaram recentemente, decepcionados com este Ministério da Educação (só para não dizer em ruptura completa), poderiam até equacionar esse regresso, sem compromissos, sem pressões, apenas com o nobre intuito de ajudarem os alunos e a escola, aos quais no fundo se entregaram durante a maior parte das suas vidas.
Mas, pasme-se! Esse regresso não é para ser feito livremente! O voluntariado é para prestar apoios educativos, implica a criação de "vagas de voluntariado" nas escolas, e os voluntários serão sujeitos a uma avaliação do seu desempenho enquanto estiverem na escola!
Deve ser uma anedota já a pensar na aproximação do Carnaval. Hilariante, mesmo!
É que estou mesmo a ver os meus colegas que se foram embora a voltarem já, já e nestas condições!
Notícia no Público, no Correio da Manhã, no Sol, e etecetras...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Aula" de hoje:

Ou o teu Departamento curricular 'tem peso' junto do Conselho Executivo ou jamais passarás do Bom.
Escrevam...
;)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Vendo...

...Relatório de
Auto-Avaliação de Desempenho.
Professora-cobaia do processo
de avaliação de professores,
vende relatório pela melhor oferta.
;)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O país a saque...

Talvez haja quem ainda não se tenha apercebido que sete mil militares da GNR (sim, leram bem são mesmo SETE MIL) estão destacados para guardar e entregar os Exames Nacionais do Secundário que começaram na 2ª feira.
Para garantir a igualdade de acesso a todos os alunos os exames não podem ser guardados nos cofres das escolas e por isso todas as manhãs (e tardes em que há exames), lá segue a carrinha da GNR, fortemente armada, a entregar os envelopes ao Secretariado de Exames de cada escola que os realiza...
Os envelopes são plásticos e selados a quente, cada um com 20 exames dentro, com folha de registo de quem embalou e controlou e relatório de quem (já na sala de aula e à hora certa) recebeu e abriu o envelope... não vá ter-se 'perdido' algum pelo caminho e lá se ia a igualdade de acesso...
Esta situação tem quase laivos de anedota já que é, de facto, a maior operação do ano realizada pela GNR que, nesses dias, tem MESMO de se dirigir aos locais estabelecidos e A HORAS.
Os gangues ainda não perceberam que a estas horas o país fica a saque ou que abalroar uma única dessas carrinhas se tornaria num desastre nacional... Tch tch...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

10 litros de gasóleo...

... foi tudo o que o meu +1 conseguiu arranjar, ontem, por volta das 11 da noite e depois de um dia muito cansativo.
O 'meu' carro já não podia deslocar-se sozinho à bomba sob o risco de ficar por aí parado se tivesse de andar a dançar o tango entre uma e outra estação de serviço e ele aproveitou para pôr gasolina no carro dele e trazer um jerrican* (linda palavra! lol) com 'alguma coisinha' para mim.
Oh, que rica prenda! Tenho gasóleo para ir trabalhar hoje e amanhã e para se precisar ir a algum lado no weekend... Para a semana logo se verá...
* Jerrican - O jerrican foi inventado pelos italianos em África e adoptado pelo exército alemão, na 2ª guerra, como contentor de combustível. Feito em metal resistente, com três pegas para um manuseamento mais fácil por uma ou duas pessoas e com um bolsa de ar que lhe permitia flutuar, o jerrican era de uma qualidade superior em relação aos contentores dos aliados. Estes preferiam usar os que capturavam aos alemães em vez daqueles que fabricavam. Chamavam-lhe Jerry Can (Jerry=Alemão; Can=lata, vasilha) ou a lata dos alemães. Os alemães, esses, claro que tinham para o dito contentor um nome muito mais fácil: Wehrmachtskanister! Ora pois!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Nem mais...


quarta-feira, 28 de maio de 2008

Melhores tempos...

Apesar do ano não estar a ser extraordinário, economicamente falando, ainda vamos fazendo balanços positivos. O horário é reduzidíssimo (e o consequente ordenado também) mas estou muito mais próximo de casa, a paisagem é linda, vamos equilibrando os gastos e estou mais tempo com os meus pintinhos.
O Concurso de Professores está a ser, este ano, uma agradável surpresa. Primeiro porque pela primeira vez estou numa escola que me deu correctamente todas as informações que eu precisava e só isso levou embora metade do stress e, segundo, porque agora é que (penso eu de que...) vai valer a pena o esforço e as noites mal dormidas do ano lectivo anterior.

É que publicadas as
Listas provisórias de ordenação do concurso à contratação, constatei que subi do lugar 1306 para 138. Weeeeeeeeeeeeeeeeeee

E sim, a lista é NACIONAL o que quer dizer que, o meu lugar é bom pois, de certeza, que os 137 que estão à minha frente não serão aqui todos meus vizinhos e, por isso, não vão todos escolher as mesmas escolas que eu.

Esperemos...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Curtas e secas #2



Num exame de Química:
- Qual a diferença entre solução e dissolução?

Resposta do aluno:
- Se colocarmos um membro do governo em ácido sulfúrico e esperarmos que se dissolva, temos uma dissolução; se fizermos o mesmo com o governo inteiro obtemos a solução...





Manoel d’ Arriaga,
Litografia colorida de Rafael Bordalo Pinheiro
Publicada no "Álbum das Glorias" em Junho 1882

quarta-feira, 12 de março de 2008

"Os professores e educadores são um grupo decisivo para o futuro do País, mais decisivo do que os políticos, técnicos e financeiros"
D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa
(declarações à Rádio Renascença, 11 de Março de 2008)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Pois, pois, sim, sim...

"O que me convence não é a força dos números, é a força da razão",
José Sócrates,
(declarações a 9 de Março após a manifestação de professores)

Sim, Senhor Primeiro-ministro, 10.000 pessoas em 143.000 estão erradas, claro.
Aliás "esses 70% de professores" não devem saber o que andam a fazer...
E sim, sim, é mesmo a força dos números que não o convence... Ou será o tipo de números que não lhe interessam?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Como isto me entristece...

"O consumo de medicamentos para as perturbações do défice de atenção mais do que triplicou em quatro anos em Portugal"...
"O Metilfenidato é um medicamento estimulante que actua ao nível do sistema nervoso central, aumentando a atenção e concentração e reduzindo os comportamentos impulsivos"(...) que "começou a ser vendido nas farmácias portuguesas em 2004, quando antes apenas era usado a nível hospitalar. (...) Há em Portugal cerca de cem mil crianças e jovens com hiperactividade com défice de atenção". (in Jornal de Notícias)

É este o caminho?
Será que é com medicamentos que 'isto' se resolve?
O que estamos a fazer às nossas crianças?
Como isto me entristece...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Trabalhar para aquecer?

Expliquem-me por favor... Se o Tribunar Administrativo mandou notificar o Ministério da Educação na sequência da providência cautelar interposta pela FENPROF na semana passada e se, nos termos do artigo 128º do Código de Processo nos Tribunais Administrativos, "fica suspensa a execução de qualquer acto que decorra dos despachos cuja suspensão de eficácia se requereu, sendo que qualquer acto que eventualmente venha a ser praticado em execução de qualquer um dos despachos em causa é de execução indevida, logo de validade nula" porque é que eu tenho de continuar a fazer reuniões de departamento e de grupo disciplinar para estabelecer metas?

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

C.I.F.

Já algum de vocês ouviu falar de
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde?

Pois vou-vos contar... EU NÃO VOU FAZER UMA ÚNICA.
Com tanto papel que me querem impingir sobra-me cada vez menos tempo para ENSINAR.
Eu trabalho em função do processo, não em função do produto. Tenho pena que a Srª Ministra da Educação só pense nos resultados, nas estatísticas, em 'fazer bonito'. Eu trabalho com mini-pessoas, com seres vivos que pensam e que querem descobrir coisas para além dos resultados matemáticos dos exercícios. Pessoas que vivem o percurso até lá chegar e que este pode ser muito mais rico que o resultado em si.
Se a Srª. Ministra quer acabar com os alunos de Necessidades Educativas Especiais, com as aulas de apoio individualizadas, com os currículos próprios, com os currículos alternativos, com os planos educativos individuais, com a figura do Professor de Apoio, etc. e cometer a hipócrisia se querer que as escolas desenvolvam projectos de inclusão mas optar por uma política de segregação e classificar as crianças simplesmente entre deficientes e não deficientes para não ter de pensar 'nas que estão pelo meio'... não conte comigo. Cada miúdo que eu tenho 'à frente' é um miúdo.
Não vou fazer uma única CIF, garanto!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

A realidade virtual do mundo educativo

A recente polémica à volta dos erros ortográficos e aritméticos nas provas de aferição do 4.º e 6.º anos mostrou algumas das origens da nossa catástrofe educativa (porque, vale a pena lembrar, vivemos uma catástrofe educativa...).

Em declarações à agência Lusa (29/05/2007, 14.39), o responsável do ministério, desmentindo "liminarmente" a acusação de não se ligar aos erros, explicou: "Não faz sentido penalizar a incorrecção ortográfica na primeira parte, quando o que se pretende perceber é se o aluno compreendeu ou não o texto".

Esta indignação é o elemento mais revelador do caso. O ministério gasta um dinheirão num exame nacional a fingir, pois as notas não contam para os alunos. Depois, desperdiça a informação recolhida, omitindo um aspecto quando avalia outro. Finalmente, considera tudo isto como "técnica de avaliação". Talvez daqui a anos, quando estes jovens escreverem mal um relatório que mandam ao patrão, se justifiquem dizendo que não é a sua ortografia que está a ser avaliada. Como é possível pessoas inteligentes dizerem tais disparates? (...)

O Ministério da Educação português é um bom exemplo de como um sistema autodeterminado pode disparar em sentidos impenetráveis e incoerentes. A sucessão de repetidas reformas, mesmo que justificadas individualmente, criou um conjunto inconsistente e delirante, que hoje até gasta fortunas em testes a fingir, que avaliam aos bochechos. (...) Uma potência estrangeira que quisesse sabotar o nosso progresso dificilmente faria pior.

João César das Neves, professor universitário
notícia completa

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Ai que bom que é morar no deserto...


Por acaso, a gente até gosta assim do nosso desertinho...
Os meus filhos, tadinhos, não têm escola. Só o agrupamento da nossa localidade engloba 3 primárias...
Básicas e secundárias também não existem. De Almada a Setúbal eu concorro todos os anos a cerca de 90 escolas completamente inventadas por mim...
Hospitais também não temos. O Garcia da Orta, o Hospor, o de Setúbal, o do Outão, o do Barreiro e o do Montijo são só miragens.
Indústria também não há. A AutoEuropa não existe tal como a Secil (na Arrábida), a Coca-cola (aqui ao lado, na Quinta do Anjo) ou os vinhos J.M.F. e J.P. (em Azeitão). Tudo fachadas de cartão ou ainda não tinham percebido?!
Hoteis, então, nem pensar! Sesimbra já deve ficar na costa de África, o Meco é uma Ilha, e a Caparica deve pertencer a Cascais, não?

Agora, o Sr. ministro,
decidiu corrigir-se... Diz que quem não tem argumentos deturpa a realidade, que estava a referir-se apenas às possíveis localizações do Aeroporto (Rio Frio, Poceirão e Faiais), vagamente povoadas, que o deserto era apenas a 'zona de implantação do aeroporto'. Que sabe muito bem que "Almada, Montijo e Setúbal" têm gente e que não estava a referir-se "ao norte do Alentejo na sua generalidade".

Ufa, FICO MUITO MAIS DESCANSADA!!!!!
Primeiro porque tomei conhecimento que EU é que deturpo a realidade, segundo, fiquei a saber que afinal não vivo sozinha deste lado e terceiro porque parece que agora sou norte-Alentejana. Mudei de casa e não dei por nada, foi?
Só não sei onde é que o Sr. Engº fez a primária ou o 2º ciclo mas gostava de saber (para NÃO pôr lá os meus filhos)... É que Setúbal pode ser o distrito mais recente mas é o nosso 8º maior distrito e engloba 13 municípios e não apenas os 3 por ele referidos...
Mas pronto, agora a sério, Sr. Ministro (se quiser saber a nossa opinião...) é que nós, os Alentejanos do norte, também não queremos cá Aeroporto nenhum... o Sr. escusa de atravessar as pontes porque deste lado não há NADA, ok?





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