sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010

Uma das frases de abertura de filmes que mais gostei apareceu-me no filme Bella, de Alejandro Gomez Monteverde. Um filme mexicano, de 2006, que passou muito despercebido nas salas de cinema de todo o mundo mas que ainda assim ganhou 6 prémios em diversos festivais.
O filme começava com uma das personagens principais a fazer um panorama da sua vida e, às tantas dizia: If you want to make God laugh, tell Him your plans.
Ora o fim de ano é habitualmente uma época de balanços e de tirarmos do bolso uma espécie de lista de intenções para o ano que se avizinha, novinho a estrear.
Eu tenho feito poucos balanços. Ou por outra, eu não sei fazer e não gosto de fazer balanços. Isto porque sou muito pouco equilibrada nesse tipo de ponderações. Por um lado sou basicamente uma pessoa feliz e já que acho que a vida é uma benção, tudo o que tenho é ganho. Por outro lado se começo a fazer muitos balanços acabo por embarcar numa perspectiva meio depressiva e acho que não fiz nada de grandioso da minha vida (ok, depois olho para os meus filhos e essa posição esvai-se mas, "nos entretantos", sinto um vazio que me faz encolher a barriga).
Andei à procura por aqui e dei conta que a última vez que fiz essa espécie-de-lista-de-resoluções-para-o-ano-novo foi em Dezembro de 2005. Há tanto tempo!
Algumas das intenções expressas nesse ano são recorrentes. Continuo, por exemplo, cheia de esperança de conseguir ser uma pessoa mais paciente mas já me resignei ao facto de que essa característica só me deverá chegar lá para os 80 anos.
Também continuo cheia de esperança de conseguir arranjar mais tempo para ler mas com horários tão preenchidos entre escola, miúdos e casa isso tem sido cada vez mais difícil. De algum modo tenho compensado esse prazer a ver (e rever) filmes e séries que adoro. Não é bem a mesma coisa mas serve para me ir contentando de algum modo.
Por isso (voltando ao princípio) é que digo que quando pensei numas resoluções para 2010 foi logo aquela frase do filme, que referi acima, que me veio à cabeça.
Acho que a idade tem destas coisas. Só agora cheguei à conclusão que não vale a pena fazer planos a muito longo prazo ou planos muito grandiosos. Não deixo de ter planos, claro, mas já me deixei de dar passos maiores que as minhas pernas. Os projectos menores são mais fáceis de alcançar, todos juntos já fazem algo de maior dimensão e as minhas pequenas conquistas fazem de mim uma pessoa feliz. Se vivermos o dia-a-dia só com o olhos postos no 'depois de amanhã', se calhar, corremos o risco de deixar o 'hoje' passar-nos ao lado. Se calhar é por isso que o agora, o presente, se chama 'Presente'.
E eu tenho tantas coisas boas na minha vida que só isso chega para encarar um ano novo de sorriso na cara.
Um bom ano!

4 Sementes:

Ana O. 2:15 da manhã  

Também eu tenho tentado fazer as coisas aos poucos, aquilo a que os Ingleses chamam de baby steps, se conseguirmos pequenas vitórias, sentir-nos-emos mais feliz! :-)

NCD 11:05 da manhã  

Percebo-te muito bem... mas gosto mais de pensar nos planos ou nas resoluções como programáticas. Não é para se fazer é para orientar como se faz e o que se faz.
Basicamente é assim: se o Colombo não planeasse chegar às Índias tinha-nos livrado da América, não é verdade? ;)

Mady 7:47 da tarde  

Um bom ano para ti também! :)
E desejo que consigas fazer muitas "pequenas" coisas este ano!
Bjs

fantasma 6:19 da tarde  

Eu não faço resoluções de ano novo. Até porque o ano novo, se formos a ver, é apenas mais um dia a seguir ao de ontem.
E se eu já sou pessimista e tenho tendência em preocupar-me com tudo, pequeno ou grande, com imensa antecedência, só servia para me stressar ainda mais :)
Assim, o que faço é todos os dias tentar ser um bocadinho "melhor". Nem sempre resulta, mas tenta-se. E planear aos poucos, pequenas coisas.
Um dos planos para o novo ano é estar mais tempo com amig@s, sendo tu uma delas!
Um bom ano para ti!

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